Histórico

Imagem antiga em preto e branco do Regimento de Polícia Montada

 

O Regimento de Polícia Montada "Coronel Dulcídio", unidade operacional mais antiga da Polícia Militar do Paraná, teve sua origem na seção de Cavalaria da Província do Paraná, a qual foi instituída pela Lei nº 522, de 28 de Junho de 1879.

Sua denominação deu-se em justa homenagem ao bravo comandante "Cel. Dulcídio Pereira".

Em Agosto de 1966, a atual sede e primeira unidade a ser edificada fora do quartel do Comando Geral recebeu a denominação histórica de Regimento de Polícia Montada "Coronel Dulcídio", desde esta data o Regimento está instalado no Bairro Tarumã.

Em 20 de Dezembro de 1976, houve o desdobramento das unidades operacionais pertencentes ao Comando do Policiamento da Capital, delimitando primeiramente em 22 e posteriormente em 29 bairros a área do RPMon.

Advindo do Decreto nº 6733 de 07 ed Junho de 2006, o Regimento de Cavalaria passou a desempenhar suas atividades, utilizando exclusivamente, o processo de Policiamento Hipomóvel passando a prestar serviços em todo o território paranaense.

Teve como primeiro Comandante o Tenente Coronel Manoel Eufrásio de Assumpção.

Na Lei de criação da PMPR já se previa a constituição de uma seção de cavalaria.Composta por dez soldados e dois cabos, comandados por um segundo sargento. A Lei Provincial n° 61, de 26 de março de 1861, aumentou o efetivo para um alferes, um sargento, dois cabos e dezesseis soldados. Em 1866 foram adquiridos três animais, mas não foram comprados os arreios.

Tudo não passou de projeto, pois não havia condições financeiras para manter a estrutura. Quando necessário, o Presidente da Província recorria à Guarda Nacional e ao Exército.

Em 1879 foram comprados seis cavalos para diligências policiais. E embora esses animais tenham sido vendidos em 1882, esse foi o primeiro núcleo efetivo de policiamento montado na PMPR.

Com Proclamação da República e a consequente mudança da Constituição Federal, ficou vetado o emprego de tropas federais pelos Estados; sendo somente então verdadeiramente estruturada uma tropa de cavalaria.

A primordial missão da cavalaria era a escolta ao Presidente do Estado, em todos seus deslocamentos; o patrulhamento noturno do palácio do governo e da residência das principais autoridades; servindo ainda como tropa de choque em situações críticas, e realizando diligências ao interior do Estado. Por esse motivo, o regulamento prescrevia que seu efetivo não podia ser usado em destacamentos fora da Capital.

 

 
Denominação
Policial do Regimento passando em frente ao palanque de autoridades com seu cavalo.

 

Desde 1890, exceto nos períodos de conflito, a Unidade sempre foi classificada como esquadrão. Em 1955 passou a denominar-se como Corpo de Polícia Montada, composto por dois esquadrões convencionais, um esquadrão de metralhadoras (com dois pelotões), e uma banda de clarins. Em 1968 passou a chamar-se Regimento de Polícia Montada, com a denominação de Coronel Candido Dulcídio Pereira, homenagem ao comandante do Regimento de Segurança morto em combate em 1894, na Revolução Federalista.

 

 
Cavalaria x Polícia Montada
Cavalaria Desfilando

 

O termo cavalaria tem origem na palavra sânscrita akva, cuja acepção é “combater em vantagem”. Inicialmente se referia ao emprego de arqueiros em plataformas sobre elefantes, que posteriormente se estendeu ao uso de camelos e cavalos.

Os romanos designavam o animal para combate, como caballus, corruptela de akva; diferenciando-o de equus, o animal para tarefas gerais.

Em português a palavra cavalo acabou tornando-se a designação genérica do animal macho, enquanto equus, da fêmea; levando muitas pessoas a pensar que cavalaria designa o coletivo de cavalo.

Isso normalmente não ocorre em outros idiomas:

  • Inglês: animal = horse, e a Arma = cavalry;
  • Francês: animal = cheval, a Arma = cavalerie;
  • Alemão: animal = pferd, e a Arma kavallerie;
  • Polonês: animal = koń, e a Arma = kawaleria.

 

A palavra cavalaria designa a Arma de guerra, cujas principais características se constituem na flexibilidade, capacidade de manobra, ação de choque, e potência de fogo. Sua missão é realizar o reconhecimento e buscar o contato com o inimigo, precedendo as demais Armas; prover a segurança dos movimentos; e executar manobras envolventes e profundas, procurando o embate de forças.

Desde a Segunda Guerra Mundial, a cavalaria passou a ser constituída por veículos blindados; e na Guerra do Vietnam, o exército americano criou a primeira Unidade de Cavalaria com helicópteros.

O termo polícia montada designa explicitamente isso: um policial montado. Não necessariamente a cavalo, pois a Polícia Militar do Estado do Pará realiza policiamento montado com búfalos. Em todos os exércitos já existiu infantaria montada, artilharia montada, etc.. Ou seja, o cavalo usado como mero meio de locomoção.

Porém, é importante observar que a polícia montada, em determinadas situações, pode também constituir-se em Arma de cavalaria.

O Regimento de Policia Montada Coronel Dulcídio é a unidade mais antiga da Policia Militar do Paraná. Foi criado em 30 de Junho de 1879.

Em agosto de 1966 a unidade recebeu a denominação histórica de REGIMENTO DE POLÍCIA MONTADA CORONEL DULCÍDIO (justa homenagem ao bravo militar, nascido em Curitiba, e morto heroicamente em combate durante o Cerco da Lapa, em Fevereiro de 1894).

 

 
Patrono do Regimento
Retrato pintado do Coronel Cândido Dulcídio Pereira

 

Cândido Dulcídio Pereira - Herói do Cerco da Lapa

Nasceu na cidade de Curitiba, em 22 de novembro de 1861.

Assentou praça em 03 de Junho de 1878, na Escola Militar do Rio de Janeiro, onde cursou estudos superiores passando em seguida para a Escola Militar do Rio Grande do Sul.

Voltou ao Rio de Janeiro onde foi promovido a Alferes da Arma de Cavalaria, em 17 de Junho de 1887, sendo transferido para o 8º Regimento de Cavalaria no Paraná, Estado onde por mais de uma vez ocupou o cargo de Comandante do Corpo de Polícia, mais tarde denominado "Regimento de Segurança", atual PMPR.

 

 
O Cerco da Lapa
Pintura em preto e branco retratando o Cerco da Lapa

 

O ataque do dia 07 de fevereiro de 1894

A Lapa foi invadida por quase três mil federalistas. Do alto da torre da Matriz, o Coronel Dulcídio observava o movimento das tropas. Armado com sua "manulicher", caçava os ajudantes de ordem e outros cavaleiros que se adiantavam um pouco da sua posição.Entretanto, foi atingido por uma "bala" que, atravessando seu porta-revólver e o talim, foi alojar-se ma bexiga, achatando-se contra o osso ilíaco.

Foi atendido pelo Dr. João Cândido, sendo conduzido a residência do Coronel Lacerda ( hoje, Casa Lacerda -Lapa).

Antes de dar o Último suspiro, dizia aos que o cercavam:"é só tirar essa dor de minhas costas, que eu não bato o rosquete".

Mas por meio de sua bravura elevou o patriotismo, a disciplina e a constância do benemérito Regimento que comandava. Sabe-se que sua tropa foi, nas emergências daquele cerco de um heroísmo sem igual, e que o seu digno comandante dera ali os mais belos exemplos de heroísmo que contagiou todo o seu efetivo.

Coronel Dulcídio, imagem imorredoura, espelho tradicional do cumprimento do dever, em vida, legou os mais dignificantes exemplos. Como justa homenagem ao austero patriota, em 1968 a Polícia Militar colocou sob proteção de seu espírito, de suas justas e fortes mãos, o Esquadrão de Cavalaria, que recebeu o seu sagrado nome "Regimento Coronel Dulcídio”.