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Dia Mundial da Conscientização do Autismo


Em dezembro de 2007, a Organização das Nações Unidas estabeleceu a data de 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, com o intuito de divulgar os sintomas, tratamentos, a legislação vigente e, acima de tudo, derrubar preconceitos.

O Transtorno do Espectro Autista é uma síndrome que se caracteriza por dificuldades em três áreas: comunicação verbal, interação social e comportamento.

Estima-se atualmente o número de 70 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo, sendo o autismo, entre as crianças, mais comum que doenças como: AIDS, câncer ou diabetes. Entre o espectro da síndrome, há casos graves, com deficiência mental, até situações leves, que anteriormente não eram sequer diagnosticadas.

Uma das "lendas" do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é que todos teriam alguma habilidade especial, fora do comum. Há informações históricas de que grandes personalidades, como Leonardo da Vinci, Mozart, Einstein e Bill Gates, teriam uma forma de autismo leve, também conhecida como Síndrome de Asperger. Esses casos são verídicos, mas o número de autistas com habilidades especiais ainda é considerado raro.

A Lei 12.764, promulgada em 2012, instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Também conhecida como Lei Berenice Piana, reconhece o autista como uma pessoa com deficiência, garantindo o diagnóstico precoce, tratamento multidisciplinar, e direito a matrícula em escola regular com acompanhamento especializado. Essa legislação foi um grande avanço, mas ainda muito do previsto não é diretamente cumprido, restando às famílias o caminho caro e demorado das demandas judiciais.

A espera por um bebê é um momento sublime na vida de um casal. Os pais organizam o quarto, imaginam a carinha, o cheirinho... Idealizam uma criança perfeita, concebida com muito amor. Diferente de outras síndromes, o bebê nasce sendo considerado uma criança neurotípica pelo médico pediatra. Porém, na maioria dos casos, a partir dos dois anos a criança apresenta dificuldades de desenvolvimento em algumas áreas. As poucas palavras que estavam começando a sair se calam, o olhar se fecha e o comportamento muda radicalmente. Os pais, preocupados, levam a criança em outros médicos, tentam ser convencidos de que não há nada de errado com ela, que é uma criança perfeita. Até que um profissional especializado, geralmente um neurologista pediátrico, a diagnostica com o TEA.

As crianças diagnosticadas com autismo não são reconhecidas facilmente pela comunidade, sendo que muitas vezes seu comportamento, com estereotipias, é confundido com birra ou falta de educação, o que machuca muito essas famílias.

No contato diário com a sociedade, muitas vezes atendendo situações de conflito, é importante para o policial militar conhecer algumas informações sobre o Transtorno do Espectro Autista. O profissional de segurança pública deve saber que grandes barulhos, como: apitos, sirenes e gritos, desestabilizam o comportamento do autista, tornando mais difícil o controle da situação.

Nas atividades especializadas da Corporação, como patrulhamento escolar e PROERD, entender o autista e incluí-lo nas atividades é o grande desafio. Aliás, essa é a palavra mais importante no atual contexto: INCLUSÃO. O maior desejo daqueles que convivem com o autista é vê-lo inserido na sociedade, tendo o respeito da família, dos vizinhos, dos colegas da escola, dos companheiros de trabalho...

Apesar de haver um modismo entre os atuais adolescentes em usar no seu vocabulário o termo "autista" de forma pejorativa, como uma maneira de xingar, às vezes de brincadeira, colegas da escola, essa geração que está atualmente em formação escolar, tende a ser muito mais inclusiva do que a dos seus pais. Os profissionais de hoje - professores, policiais e médicos - trabalham a inclusão "com sotaque", ou seja, um conceito aprendido posteriormente e inserido ainda com muitas dúvidas, entretanto, os próximos profissionais terão o conceito de inclusão na sua formação básica.

Ser pai e mãe de uma criança autista é uma experiência intrigante. Todo o choque do diagnóstico, um misto de tristeza e decepção, a desconstrução da criança perfeita, vai lentamente diminuindo, sendo substituído por um sentimento de amor tão grande, que transcende a nossa existência. Nós aprendemos, nessa relação, a entrar no mundo deles, a perceber que muito na nossa sociedade são apenas convenções e que o que vale mesmo é o amor. Muitas vezes, essa relação é tão intensa que a gente não sabe quem cuida de quem.

Nesse ano de 2018, foi uma dádiva o dia 2 de abril estar tão próximo da comemoração da Páscoa. Independente das convicções religiosas, Jesus Cristo marcou sua passagem na Terra com a mais linda mensagem de amor ao próximo, o Ágape, o amor incondicional, sem limites, refletido aqui pelas fotos dos militares estaduais da PMPR em companhia de seus filhos diagnosticados com Autismo.



Cap. PM Luiz Frederico da Mota Figueiredo
Pai da Laura, 10 anos.




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