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Policiamento do Interior

09/11/2018

Seminário internacional discute a importância da internacionalização e de maior integração da educação policial

Por Marcia Santos
Jornalista PMPR

Nesta quinta-feira (08/11), o IV Encontro Internacional de Diretores de Educação Policial discutiu, por meio de painéis e conferências, sobre a necessidade de buscar integração entre os países e estados, padronizar currículos e preparar professores (instrutores) para a globalização, sempre buscando o compartilhamento de informações com objetivo de melhorar sempre a qualificação policial por meio da formação continuada.

"O objetivo é fomentar uma discussão e uma avaliação daquelas práticas e estratégias que temos adotado na nossa Academia de Polícia de uma maneira internacional, ou seja, a internacionalização das ciências policiais como uma ciência que busca o aperfeiçoamento e a técnica profissional dos nossos profissionais", descreve o Comandante da Academia Policial Militar do Guatupê (APMG) e Diretor Executivo da RINEP, coronel da PM do Paraná, coronel Mauro Celso Monteiro.

No que se refere ao ensino policial, os conferencistas concordaram que é preciso fugir do senso comum e do empirismo, buscar inovação e progredir, assim como é feito nas universidades de ensino comum. "Já temos muitos avanços como pesquisa e extensão em muitas universidades brasileiras. A APMG, por exemplo, é referência em ensino policial na América Latina", apontou Monteiro.

A conferência "Rede de Internacionalização de Educação Policial, Gênese e Missão" foi do conferencista tenente-coronel Dr. Jorge Enrique Patinõ, Chefe do Observatório em Execução para o Serviço da Polícia e Diretor Nacional de Escolas da Polícia Nacional da Colômbia. Ele tratou da origem e do desenvolvimento dos processos de internacionalização curricular, da pesquisa científica, mobilidade acadêmica e formulação de estratégias de certificação em qualidade dos sistemas educativos pertencentes à Rinep.

Em seguida houve o painel de especialistas que tratou sobre os benefícios da internacionalização educativa no contexto policial. Neste momento foram feitas contribuições por cada um dos componentes com abordagem prospectiva para melhorar as capacidades de modelos educacionais na perspectiva de internacionalização educacional no âmbito policial.

Para a coronel Claudete Lehmkhul, da área de ensino da Polícia Militar de Santa Catarina, o encontro pode proporcionar o estreitamentos de laços com outros estados e países, mas principalmente com o Paraná. "Hoje, no que se refere ao serviço operacional, a nossa parceria com o Paraná está muito forte, mas está faltando essa aproximação na parte de ensino, creio que seja oportuno, a partir desse evento, iniciarmos negociação para a realização de cursos e estágios em conjunto com este estado vizinho”, disse.

"Como integrantes da Polícia Militar do Paraná é fundamental fazermos essa troca de experiências que aprimora nossos conhecimentos e nos apresenta as novidades e avanços nas questões educacionais mundiais. Desta forma podemos repassar aos nossos policiais que, por sua vez, utilizam junto à população", disse a capitão Ariadne Mara Figueiró, integrante do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais do Paraná, que participa do encontro.

BRASIL - Em um momento do encontro, representantes das academias de polícia do Brasil apresentaram como funciona a formação policial neste país. Pelo Paraná falaram o comandante da APMG, coronel Monteiro, e o Comandante do Colégio da Polícia Militar do Paraná (CPM), major Marcelo Toniolo de Oliveira.

"A APMG foi convidada para o II Encontro da RINEP, em 2016, e fomos com todo o aporte e apoio do Governo do Estado. De lá para cá somos participantes e, com isso, mostramos que o Paraná, o Brasil, tem policias avançadas e solidificadas no aspecto das ciências policiais, da educação formal dos nossos policiais (de soldado a coronel), temos similaridade em relação a essas formações das melhores polícias do mundo", afirmou o coronel Monteiro.

A APMG, confirme foi apresentada, tem capacidade para formar cerca de 1,5 mil pessoas simultaneamente na sede, além dos polos de formação distribuídos no estado. A unidade de ensino policial oferece curso para oficiais, por meio de vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e outras provas específicas, e para praças por meio de concurso público. Além das formações iniciais está prevista implantação de pesquisa e extensão. Os cursos dispõem de vagas para outros estados, por meio de parceria.

Em seguida foi a vez da Polícia Militar de Santa Catarina apresentar sua estrutura educacional. A representante daquele estado, Coronel Claudete, apresentou o Centro de Ensino da Polícia Militar, que agrega formação de oficias e praças e curso de extensão em gestão de segurança pública. A capacidade de formação policial é de até 1,5 mil policiais.

"O evento e de extrema importância para a troca de conhecimento entre as mais diversas áreas de ensino policial, nacional e internacional, e isso agrega para nossa formação local e podemos elevar ainda mais o nível de nossa escola de formação", explicou.

Ao final do dia, os participantes conheceram a Usina Itaipu Binacional, apoiadora do IV Encontro Internacional de Diretores de Educação Policial.

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