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Administrativo

18/01/2011

Grupamento Aéreo do Paraná localiza e salva pessoas desabrigadas no Rio de Janeiro

Por Marcia Santos
Jornalista PMPR

Desde que chegou à região Serrana do Rio de Janeiro, no domingo (16), a equipe do Grupamento Aéreo da Polícia Militar do Paraná (Graer/PMPR) – enviada pelo Governo para apoiar a segurança pública daquele estado –, já retirou 20 pessoas de locais alagados (diversos), mais 9 que estavam isoladas há uma semana no Buraco do Sapo (distrito de Sumidouro), além de serem os primeiros a localizarem e fazer contato com 6 famílias isoladas no distrito de Santa Rita.

“O trabalho que nós estamos realizando aqui é de busca, salvamento e entrega de medicamentos e alimentação principalmente para pessoas que estão ilhadas”, conta o Comandante do Graer, tenente-coronel Orlando Artur da costa. O trabalho da equipe paranaense também consiste no transporte de tropas da Força Nacional e do Corpo de Bombeiros, para localização e trabalho de serra, trabalho de busca com cães e condução de pessoas enfermas que precisam de assistência médica.

“Ainda ontem (17) localizamos e entregamos alimentação para seis famílias que até então não haviam tido nenhum contato com os órgãos do governo, e somente de helicóptero foi possível chegar a essa localidade, próximo ao distrito de Sumidouro, que chamam de buraco do sapo”, disse o comandante.

De acordo com ele, estas elas já estavam passando fome e sem água, mas não havia ninguém ferido. “A localização deles foi à noite; eles nos revelaram que vários parentes e conhecidos haviam falecido devido às enchentes e os deslizamentos ocorridos naquela semana”. A aeronave conseguiu fazer sobrevôos na maior parte dois dias, salvo na manhã do domingo devido às fortes chuvas.

“Saímos de Curitiba no sábado à tarde e por uma questão metereológica tivemos que fazer um pouso técnico na cidade de Ubatuba (São Paulo), onde também abastecemos o helicóptero. No dia seguinte, pela manhã, chegamos aqui no Rio de Janeiro, diretamente em Teresópolis, onde se encontra a base das operações aéreas, envolvendo o exército, a Força Nacional, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Polícia Civil”, relata o comandante.

Todos os órgãos de segurança pública estão neste local para conforme forem chegando as demandas poderem deslocar pessoal, mantimentos e remédios. “São muitas ainda as pessoas desaparecidas, soterradas. Todos os dias estão sendo encontrados corpos, sendo trazidos de helicóptero para Teresópolis, para identificação dos familiares”, descreve Artur. “O helicóptero é fundamental tendo em vista que há muitos locais ainda isolados”, acrescenta o comandante.

EQUIPE – A equipe enviada ao Rio de Janeiro é formada por policiais e bombeiros militares e mais um mecânico com a missão de ajudar as vítimas do Rio de Janeiro e apoiar as ações de busca, salvamento e resgate. “O grupo foi composto desta forma para que seja auto-suficiente, a idéia e levar todo o material necessário para o funcionamento do helicóptero para não dar trabalho às outras equipes, e sim ajudar”, explica o tenente-coronel Artur.

O helicóptero, adquirido em 2009 pelo governo do estado, tem autonomia para 3h30 de vôo e capacidade para seis pessoas mais os equipamentos. “Estamos à disposição da secretaria de segurança pública do Rio de Janeiro apoiando nos resgates e condução de equipamentos e mantimentos. A grande dificuldade aqui é o acesso por terra, por isso a aeronave será muito útil”, garante Artur.

A equipe enviada já vivenciou outras situações parecidas com a do Rio de Janeiro, como é o caso de Santa Catarina que foi atingida por fortes chuvas em 2008. “Foram 25 dias de trabalho intenso, por isso estão preparados para a atividade. Além disso, já realizaram diversos salvamentos no estado, por exemplo, na Operação Viva o Verão, recentemente”, enfatiza o comandante. 

Foto: AEN







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