Operação integrada mira grupo que movimentou R$ 4 milhões com tráfico de drogas 10/04/2026 - 14:34
A Polícia Militar do Paraná (PMPR), em conjunto com a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e o Ministério Público do Paraná (MPPR), prendeu seis pessoas durante uma operação deflagrada contra um grupo criminoso especializado em tráfico de drogas por meio de plataformas digitais e redes sociais. A ação aconteceu na manhã desta sexta-feira (10).
A operação, coordenada pelo MPPR, teve como objetivo o cumprimento de 17 ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. As ações ocorreram em Ponta Grossa, Maringá, Londrina e Curitiba e contaram com apoio aéreo de um helicóptero da PMPR.
Além das prisões, foram apreendidos R$ 4.380 em espécie, 10 aparelhos celulares, porções das drogas maconha, haxixe, murruga, dry, ice, recipientes para armazenamento de drogas, 72 piteiras, três máquinas de cartão, duas balanças de precisão, embalagens do tipo zip-lock, duas motocicletas e uma caminhonete.
A ofensiva é o resultado de investigações iniciadas em 2024 para apurar a atuação de uma organização criminosa estruturada. "Essa operação já contou com quatro ou cinco fases, sendo as primeiras delas já com processos encerrados, com todos os investigados já condenados. No último desdobramento, chegamos a novos alvos", explica o promotor Paulo Augusto Koslovski do MPPR.
“A atuação integrada, sustentada por inteligência policial, foi determinante para a consolidação dos elementos probatórios e o avanço das medidas judiciais. O compartilhamento qualificado de dados entre PMPR, PCPR e Ministério Público, aliado à análise técnica de vínculos, fluxos financeiros e padrões operacionais, permitiu a identificação de uma estrutura criminosa complexa, com atuação digital e logística descentralizada, elevando a efetividade da resposta estatal no combate ao crime organizado.”, explicou o comandante do 1ºBPM, tenente-coronel Sérgio do Prado Nabozny.
A investigação apurou que o possuía funções pré-definidas, com integrantes responsáveis pela administração das plataformas de venda, transporte dos entorpecentes, logística e movimentação financeira.
"O grupo atuava na comercialização de entorpecentes alto valor agregado, conhecidas como drogas gourmetizadas, que possuem elevada concentração de THC, potencializando seus efeitos psicoativos e alucinógenos", pontua o delegado da PCPR Adilson José da Silva.
Segundo as informações apuradas ao longo das diligências, a venda dos entorpecentes acontecia por meio de plataformas digitais e a entrega era feita em pacotes enviados pelos correios ou por delivery.
A apuração também verificou que os suspeitos movimentaram mais de R$ 4 milhões em contas bancárias vinculadas ao grupo e foram identificados indícios de lavagem de dinheiro.
Todos os envolvidos foram encaminhados ao sistema penitenciário. As investigações seguem para apurar os fatos.












