Operação integrada reúne forças de segurança e MPPR no cumprimento de 559 mandados contra facção criminosa 15/06/2026 - 13:35
A Polícia Militar do Paraná, em atuação integrada com as demais forças de segurança estaduais e o Ministério Público do Paraná (MPPR), participa da Operação Panóptico (Convergência Nacional PR-01), deflagrada na manhã desta segunda-feira (15). A ação contempla o cumprimento de 559 mandados judiciais contra integrantes de uma organização criminosa de atuação nacional e mobiliza cerca de mil agentes nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
O nome da operação, coordenadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), simboliza a capacidade de monitoramento contínuo das atividades criminosas, remetendo à ideia de vigilância ampla e permanente, característica essencial das ações de inteligência que deram suporte às investigações.
As diligências mobilizam cerca de mil agentes de segurança, distribuídos em 204 equipes, com o objetivo de desarticular a estrutura da organização criminosa, responsabilizar seus integrantes, interromper suas atividades ilícitas e ampliar a coleta de provas relacionadas a outros crimes atribuídos ao grupo. No Paraná, as ações ocorreram simultaneamente em 34 municípios, entre eles Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Paranavaí, Umuarama e Ponta Grossa.
Até o momento, cerca de 90% dos mandados expedidos foram cumpridos. Do total de ordens de prisão, 176 foram executadas em estabelecimentos prisionais, alcançando 100% de êxito, enquanto outras 97 foram cumpridas contra investigados que estavam em liberdade, o que representa aproximadamente 75% dos 128 mandados expedidos para esse grupo. Também foram cumpridos os 255 mandados de busca e apreensão, incluindo 92 em unidades prisionais, todos com índice de cumprimento de 100%. Durante as diligências, que mobilizaram cerca de mil policiais e 240 viaturas em diversas regiões do estado, foram apreendidos aproximadamente 1,2 quilo de cocaína, 670 gramas de crack e 700 gramas de maconha, além de oito armas de fogo, entre elas quatro pistolas, uma espingarda, três revólveres e três carregadores de pistola.
As equipes também apreenderam cerca de R$ 12 mil em espécie e localizaram, em Curitiba, um imóvel utilizado para a preparação e manipulação de drogas, equipado com prensa e outros materiais empregados no processamento de entorpecentes. Além disso, foi encontrado um dispositivo destinado ao bloqueio de sinais de tornozeleiras eletrônicas. Durante a operação, foram lavrados ainda quatro autos de prisão em flagrante por tráfico de drogas e dois por obstrução à Justiça, em razão da destruição de aparelhos celulares.
“O enfrentamento ao crime organizado exige integração, inteligência e atuação coordenada. Esta operação demonstra a capacidade das instituições paranaenses de trabalhar de forma conjunta para enfraquecer organizações criminosas, ampliar a segurança da população e garantir o cumprimento da lei”, destacou o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo de Tarso Sanson.
A ação é resultado de investigações conduzidas pelos dez núcleos do Gaeco no Paraná e conta com a atuação integrada da Polícia Militar do Paraná, Polícia Civil do Paraná, Polícia Penal do Paraná e Polícia Científica do Paraná. As apurações são desenvolvidas desde o final de 2025 e identificaram a atuação de uma facção criminosa com ramificações em diferentes estados e influência dentro do sistema prisional.
De acordo com o comandante-geral em exercício, coronel Paulo Renato Aparecido Siloto, a operação evidencia a importância da atuação integrada entre as forças de segurança e os órgãos de persecução criminal no enfrentamento ao crime organizado. “Trata-se de um trabalho construído a partir da integração entre os órgãos de segurança pública e do compartilhamento de informações de inteligência produzidas ao longo das investigações. O objetivo é reunir novas provas, aprofundar as apurações, identificar outros envolvidos e ampliar o conhecimento sobre a estrutura e a atuação da organização criminosa. Além disso, o cumprimento das medidas judiciais contribui para enfraquecer a capacidade de articulação desses grupos e reforça o trabalho conjunto desenvolvido pelas instituições no combate ao crime organizado”, afirmou.
GNCOC – A operação se insere nas diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). O GNCOC congrega o Ministério Público brasileiro e foi criado em fevereiro de 2002, por iniciativa do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG), para combater o crime organizado que atinge todo o país. É formado pelos Gaecos de todo o país e trabalha de maneira integrada com as polícias (Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as receitas estadual e federal, entre outros órgãos.










