Regimento de Polícia Montada (RPMon) inicia treinamento de nove potros nascidos na unidade
11/02/2021 - 11:34

Marcia Santos

Jornalista Responsável

 

O Regimento de Polícia Montada Coronel Dulcídio (RPMon) iniciou o ano de 2021 com o nascimento de nove potros. O primeiro deles nasceu no dia 1º de janeiro e, nas semanas seguintes, oito outros potros nasceram e já iniciaram o processo de treinamento que dura cerca de quatro anos na Coudelaria Palmital, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).


Em um amplo espaço, os oito potros ficam com as mães e após as primeiras 12 horas de vida começam a ser inseridos no método de criação Imprint Training. Ali eles permanecem até estarem prontos para serem empregados no policiamento.


Segundo o Comandante do RPMon, major Marcio Stange da Cruz, o processo de remonta do Regimento tem como objetivo atingir a autossuficiência de produção de equinos de alto valores zootécnicos destinados ao policiamento montado. “Esse ano não perdemos nenhum animal e já foram produzidos nove potros e, como trabalhamos com previsão, em breve esses animais serão empregados em diversas regiões do estado”, disse.


De acordo com o major Cruz, um estudo da Brigada Militar do Rio Grande do Sul mostra que animais adquiridos através de medidas de compra podem chegar de 25% a 35% de perda, pois são seres vivos que são retirados de um local e levados até o centro urbano.


“Hoje, temos na nossa Coudelaria do Palmital 35 animais de alto valor zootécnico, que já estão sendo liberados para a atividade de policiamento montado e isso vai fazer com que o Estado deixe de gastar, em média, por ano, R$ 500 mil para adquirir novos animais e o percentual de perda é muito menor, girando em torno de 2% a 5%”, explicou o major Cruz.


REPRODUÇÃO – A Coudelaria Palmital trabalha com a monta natural, inseminação artificial e transferência de embrião e conta com parcerias com a Universidade Tuiuti do Paraná, e os Centros Universitários UniCuritiba e UniBrasil. “Para este ano estamos montando um laboratório aqui no Haras para que os profissionais tenham um ambiente mais técnico para trabalharem”, disse o major Cruz.


Ainda segundo o major Cruz, o objetivo é que a Polícia Militar do Paraná em breve trabalhe apenas com a inseminação artificial e a transferência de embrião. “Na época certa de remonta, que vai de setembro a março, e dentro de todos os termos de bem-estar animal, a égua pode disponibilizar cinco embriões no período correto e depois retorna para a patrulha. Então a bagagem genética é mantida dentro da tropa e, enquanto a égua e o garanhão retornam para as ruas, as receptoras ficam aqui com os potros”, detalhou.


IMPRINT TRAINING – É uma técnica que permite que o animal perca o medo do ser humano, através da carícia de todo o corpo do potro mostrando assim, que não representa nenhum perigo. Essa técnica permite que a aproximação seja mais prática, que evite erros na hora da doma, assim, o animal vai para o policiamento sem medo de pessoas e de carros, pois teve uma boa preparação.


A tenente Daniele Sato Mara é zootecnista e Comandante do 3º Esquadrão de Policiamento Montado e explicou como é a rotina dos potros desde o nascimento. “A partir das 12 horas do nascimento, todos os dias pela manhã, de um a dois meses, a nossa equipe sapara um potrinho e a sua mãe, e mexe em todo o corpo, pega nas patas para futuramente facilitar o trabalho do ferreiro, coloca o dedo na boca para ele deixar mexer na cara e facilitar o trabalho do veterinário, para no futuro aceitar a embocadura que será utilizada na doma”, explicou.


“Quando eles atingem os seis meses inicia o período de desmame, então tornamos esse processo gradual e introduzimos uma égua que chamamos de titia ou um cavalo titio, que introduzimos um período antes da desmama para eles se acostumarem e, após esse processo, eles ainda permanecem por um período com a tia (no caso das fêmeas) ou o tio (no caso dos machos)”, detalhou a tenente Mara.


Ainda segundo a tenente Mara, sempre são apresentadas novidades como o cabresto, plástico, objetos coloridos, material de encilhamento, tudo para quando chegar esse momento do encilhamento eles já estejam familiarizados com todo o apetrecho. Com um ano os machos são separados das fêmeas e com três anos inicia a doma de montar e conduzir esse animal, após seis a oito meses o animal é entregue ao Policiamento Montado.

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